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Futebol também é coisa de mulher, sim!

Futebol também é coisa de mulher, sim!

A realidade do esporte sempre esteve distante para as mulheres. Apesar de o mundo estar passando por transformações sociais ao longo das últimas décadas, o segmento que ainda enfrenta dificuldades com a igualdade de gênero é o futebol. O cenário esportivo foi naturalizado como um ambiente majoritariamente masculino desde a sua criação, e as consequências perpetuam até os dias atuais. 

 

Uma pesquisa da Revista EFDeportes pontuou que 100% das jogadoras entrevistadas já vivenciaram preconceito na modalidade. Trata-se de um contexto de exclusão enfrentado pelo público feminino que incentiva a discriminação contra jogadoras, jornalistas esportivas, torcedoras e árbitras. “Mulher não tem que estar envolvida com o futebol”, mencionou a narradora Renata Silveira como um dos comentários que já recebeu durante a sua trajetória.  

 

A partir do crescente debate social sobre a equidade de gênero, as mulheres ganharam mais espaço em muitos segmentos, sobretudo, no cenário do futebol. Uma grande conquista recente é a presença de arbitragem feminina pela primeira vez em 92 anos no maior evento de esporte mundial: a Copa do Mundo de 2022. Fora de campo, também haverá uma novidade no jornalismo esportivo brasileiro durante a competição em novembro no Catar. A Rede Globo escalou a primeira narradora mulher, Renata Silveira, para narrar jogos da grade em TV aberta. 

 

A conquista da mulher no ambiente do futebol foi algo de muitos anos e de muita luta. Renata reconhece que esse momento é histórico e parabeniza todas as envolvidas, pois entende que o processo foi de degrau em degrau para alcançar e ocupar mais espaços na sociedade. “Se hoje eu estou ocupando esse espaço de narradora, é um trabalho de todas as mulheres das que trabalharam, das que tentaram e desistiram, que lutaram pelos seus direitos, pelo seu espaço, pela igualdade. Então não é uma conquista só da Renata, é uma conquista de todas as mulheres”.